O ministro do Desenvolvimento da França pediu ao Banco Mundial que não abandone a meta climática, mesmo diante de pressão dos Estados Unidos. O apelo ocorreu nesta quinta-feira, 25, durante a Semana de Ação Climática em Londres. A França quer manter a meta de destinar 45% dos créditos a projetos relacionados ao clima.
O governo americano, sob a gestão de Donald Trump, exige que o Banco Mundial retire a meta climática e se concentre em empréstimos para desenvolvimento básico, incluindo projetos ligados a combustíveis fósseis. A discordância entre acionistas é aberta e continua sem acordo.
O CCAP, plano de ação contra as mudanças climáticas do Banco, foi prorrogado por um ano, mas pode expirar sem substituto claro até o fim do mês. Esse cenário preocupa acionistas europeus e outros investidores da instituição.
O Banco Mundial afirmou que está em diálogo ativo com os acionistas para definir os próximos passos, buscando equilibrar desenvolvimento e resultados concretos para os clientes. A instituição destaca o foco em desenvolvimento inteligente.
Caroit reiterou que o tema segue na agenda de reuniões internacionais. Ela ressaltou que a oposição dos EUA já atrasou iniciativas ambientais globais, como tratados de poluição por plastico, e que a França seguirá defendendo metas climáticas com foco nos países que desejam avançar.
A ministra enfatizou a necessidade de sinal claro a atores econômicos e países diante de resistências. Ela citou as próximas reuniões anuais do Banco Mundial e do FMI, previstas para outubro, como momento para avançar as decisões sobre o plano climático.
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