Mohammad Sinwar, chefe militar do Hamas, foi declarado morto pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira (28). Sinwar, que estava entre os mais procurados por Tel Aviv, foi central no ataque de 7 de outubro de 2023. Seu irmão, Yahya Sinwar, líder do Hamas, foi morto em outubro de 2024.
A morte de Sinwar ocorreu em um ataque a um bunker de comando em Khan Younis. O Hamas ainda não confirmou oficialmente a eliminação de seu líder. Izz al-Din al-Haddad, atual comandante da brigada do norte de Gaza, é apontado como seu provável sucessor. Haddad é descrito como um dos principais responsáveis pelas operações militares do grupo e já atuou em conflitos recentes contra Israel.
Sinwar, de 50 anos, era conhecido por sua habilidade em evitar a detecção das agências de inteligência israelenses. Ele sobreviveu a várias tentativas de assassinato, incluindo explosivos plantados em sua casa. Sua notoriedade cresceu após o sequestro do soldado israelense Gilad Shalit, em 2006, que resultou em um acordo de troca por mais de mil prisioneiros palestinos.
Impacto da Morte de Sinwar
A eliminação de Sinwar pode alterar a dinâmica de poder dentro do Hamas, mas ainda não há consenso sobre como isso afetará as negociações de cessar-fogo. O Instituto para Estudos da Guerra (ISW) destaca que Haddad é o comandante militar mais experiente na região e pode ter um papel crucial nas decisões futuras do grupo.
Israel já distribuiu panfletos ameaçando Haddad, indicando que ele é o próximo alvo. As mensagens contêm advertências diretas sobre as intenções de Tel Aviv em relação ao novo líder do Hamas. A situação permanece tensa, com o futuro do grupo em um momento crítico após a morte de um de seus principais estrategistas.
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