O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou nesta sexta-feira, 30, que a decisão dos Estados Unidos sobre a imposição de sanções à Rússia, caso o país não aceite um cessar-fogo com a Ucrânia, é um “teste de credibilidade” para a administração de Donald Trump. Durante uma visita a Singapura, Macron enfatizou que, se a Rússia “não estiver pronta para fazer a paz”, Washington deve reafirmar seu “compromisso” de aplicar sanções.
Macron mencionou que conversou com Trump há 48 horas, destacando a impaciência do presidente americano em relação à situação. “A questão agora é: o que fazemos? Nós estamos preparados,” afirmou o líder francês em coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro de Singapura, Lawrence Wong. Macron participa do Diálogo Shangri-La, um importante fórum de segurança na Ásia.
Em maio, Macron havia visitado Kiev, onde ameaçou a Rússia com sanções massivas se não aceitasse um cessar-fogo imediato. O Kremlin, por sua vez, não respondeu ao ultimato, mas sugeriu conversas diretas com a Ucrânia em Istambul, que ocorreram na semana seguinte. Esse encontro, o primeiro entre os dois países desde 2022, não resultou em avanços significativos.
A pressão europeia por sanções ainda não se concretizou. Recentemente, Trump descartou a imposição de sanções a Moscou, como solicitado por Kiev, alegando que não queria “fazer fracassar” um possível acordo de paz com tais medidas.
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