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Barco de ativistas chega a Israel após tentativa de romper bloqueio a Gaza

Barco interceptado por Israel traz ativistas, incluindo Greta Thunberg, e levanta questões sobre o bloqueio a Gaza e a assistência humanitária.

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O barco Madleen, parte da Flotilha da Liberdade, foi interceptado pelas Forças Armadas de Israel na noite de domingo, 8 de outubro, enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A embarcação chegou ao porto de Ashdod nesta segunda-feira, 9, com 12 ativistas a bordo, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.

A missão tinha como objetivo romper o bloqueio israelense que impede a entrada de suprimentos essenciais em Gaza, onde a população enfrenta uma grave crise humanitária. O governo israelense já havia declarado que tomaria medidas para impedir a quebra do bloqueio, considerando a operação uma provocação. Após a interceptação, os ativistas foram levados para exames médicos e devem ser deportados.

A Coalizão Flotilha da Liberdade, responsável pela expedição, denunciou a ação como uma violação do direito internacional, afirmando que a interceptação ocorreu em águas internacionais. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou os ativistas, acusando-os de antissemitismo e de ignorar as ações do Hamas.

A situação em Gaza se agravou desde o início do conflito com o Hamas, em outubro de 2023, resultando em escassez de alimentos e medicamentos. A presença de figuras conhecidas como Thunberg e Ávila trouxe ainda mais atenção ao incidente, que reacendeu debates sobre a assistência humanitária na região.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil manifestou preocupação com a detenção dos ativistas e pediu a sua libertação, ressaltando o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais. A Flotilha da Liberdade continua a mobilizar apoio internacional, enfatizando a necessidade urgente de assistência humanitária em Gaza.

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