Taiwan incluiu a Huawei e a SMIC em sua lista de restrições à exportação, exigindo aprovação governamental para transações com essas empresas. A decisão, anunciada no último domingo, visa combater a proliferação de armas e atender a preocupações de segurança nacional.
A Administração de Comércio Internacional de Taiwan atualizou a chamada “lista de entidades de commodities estratégicas de alta tecnologia”, incluindo 601 entidades de países como Rússia, Paquistão, Irã e Mianmar. A inclusão de Huawei e SMIC reflete a crescente pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, para restringir exportações para a China.
Empresas taiwanesas precisarão de autorização do governo para enviar produtos a essas entidades. As novas restrições devem dificultar o acesso da Huawei e da SMIC a tecnologias essenciais para a fabricação de chips avançados, como os produzidos pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) para empresas como a Nvidia.
Além disso, a atualização da lista abrange unidades da Huawei em países como Japão, Rússia e Alemanha. Ambas as empresas já enfrentam limitações significativas devido a controles de exportação dos EUA, que cortaram o fornecimento de semicondutores avançados.
Taiwan, que responde por mais da metade da produção global de semicondutores, tem se posicionado firmemente contra a transferência de tecnologia que possa beneficiar o desenvolvimento militar da China. As tensões entre Taiwan e China aumentaram após o presidente taiwanês, Lai Ching-te, classificar a China como uma “força hostil estrangeira”.
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