Os democratas têm 82% de chance de conquistar o controle do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), segundo o modelo de previsão do analista político Nate Silver. O partido também é amplamente favorito para assumir a maioria na Câmara dos Representantes, com 96% de probabilidade de vitória.
As projeções indicam uma possível mudança no comando do Congresso americano, atualmente controlado pelos republicanos, partido do presidente Donald Trump.
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Na última semana, o favoritismo democrata aumentou especialmente na disputa pelo Senado. Em 26 de outubro, a probabilidade de vitória do partido era de 75%, enquanto a chance de conquistar a Câmara estava em 95%.
Apesar da vantagem, o resultado permanece incerto, principalmente no Senado, onde diversas disputas apresentam diferenças pequenas entre os candidatos.
O que dizem as pesquisas?
Segundo um levantamento agregado, os democratas registram 52,8% das intenções de voto, contra 43,4% dos republicanos, uma vantagem de 9,4 pontos percentuais.
O cenário ocorre em meio à baixa popularidade de Donald Trump.
De acordo com o mesmo levantamento, 58,8% dos americanos desaprovam o desempenho do presidente, enquanto 38,4% o aprovam. O saldo de aprovação é negativo em 20,4 pontos percentuais.
A avaliação de Trump é especialmente desfavorável em temas econômicos. Confira o saldo de aprovação do presidente em quatro áreas:
- Inflação: -44,2 pontos percentuais;
- Economia: -28,6 pontos;
- Comércio: -27 pontos;
- Imigração: -12,1 pontos.
Apesar dos índices negativos, a popularidade do republicano apresentou recuperação nas últimas semanas. Em 21 de outubro, o saldo de aprovação havia chegado a -24,3 pontos percentuais.
O que está em jogo nas eleições americanas?
Os americanos vão às urnas nesta terça-feira para renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
Atualmente, os republicanos têm maioria nas duas Casas. Nas eleições de 2024, conquistaram 220 cadeiras na Câmara, contra 215 dos democratas, e 53 vagas no Senado, contra 47.
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Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam conquistar um saldo positivo de pelo menos quatro cadeiras, considerando que o vice-presidente JD Vance, republicano, tem o voto de desempate.
A disputa pela Câmara apresenta um cenário mais favorável aos democratas, que lideram as pesquisas nacionais.
Quais estados podem decidir o Senado?
As disputas mais equilibradas estão concentradas em estados como Kansas, Iowa, Texas, Alasca e Ohio, onde os democratas aparecem à frente por margens de um a quatro pontos percentuais.
No Maine e em Michigan, as vantagens democratas são de aproximadamente quatro a cinco pontos.
Já na Carolina do Sul e em Nebraska, os republicanos lideram por cerca de um ponto percentual.
Em um cenário favorável aos democratas, o partido poderia alcançar 55 cadeiras no Senado, contra 44 dos republicanos, além de uma vaga conquistada pelo independente Dan Osborn, em Nebraska.
Por outro lado, se as pesquisas estiverem superestimando o apoio aos democratas em quatro pontos percentuais, os republicanos poderão manter a maioria por 52 cadeiras a 48.
Economia pode influenciar resultado
As eleições ocorrem em um momento de preocupação dos americanos com a inflação e o custo de vida.
Segundo a análise, o preço médio da gasolina comum nos Estados Unidos está em US$ 4,17 por galão, abaixo dos US$ 4,48 registrados em 25 de setembro.
A queda dos combustíveis pode favorecer os republicanos, caso os eleitores percebam uma melhora nas condições econômicas.
Por outro lado, o mercado de ações apresentou perdas recentes. O índice S&P 500 acumulava queda de 3,6% em relação ao pico registrado em 6 de outubro.
A renda pessoal dos americanos cresceu 0,2% em setembro, enquanto os gastos avançaram 0,5%. A taxa de poupança caiu para 3,8%, menor nível desde outubro de 2022.
Quando sai o resultado das eleições dos EUA?
A votação ocorre nesta terça-feira (3), com o fechamento das urnas em horários diferentes, conforme o estado americano.
Os primeiros resultados devem começar a ser divulgados ainda na noite de terça-feira, no horário dos Estados Unidos.
Entretanto, a definição do controle do Senado pode depender da apuração em estados com disputas apertadas, como Texas, Ohio, Michigan, Maine e Alasca.
*The Conversation via Reuters
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