Uma carta aberta assinada por 290 empresas, incluindo gigantes como Coca-Cola, Nestlé e Pepsico, foi divulgada nesta quarta-feira (25) em apoio a um tratado global para combater a poluição plástica. O documento enfatiza que apenas um acordo com obrigações padronizadas pode gerar o impacto necessário para enfrentar essa crise ambiental. A reunião decisiva ocorrerá em agosto, em Genebra, onde delegações de 170 países discutirão o conteúdo do tratado.
A produção de plástico, que dobrou nos últimos 20 anos, resulta em mais de 350 milhões de toneladas de resíduos anuais, com apenas 9% reciclados globalmente. A carta destaca que a poluição plástica, impulsionada por itens de curta duração, como embalagens, representa 40% do problema. A reunião em Genebra, chamada de INC 5.2, é considerada uma “oportunidade decisiva” para estabelecer regras juridicamente vinculantes.
O documento também menciona a necessidade de um mecanismo de financiamento que ajude os países a cumprir as metas do tratado. O Brasil, por exemplo, coautou uma proposta para um fundo independente dedicado exclusivamente ao acordo. Pedro Prata, da Fundação Ellen MacArthur, observa que a convergência entre o setor privado e a sociedade civil é um sinal claro da gravidade da poluição plástica.
Além disso, a carta ressalta que um tratado robusto pode eliminar plásticos problemáticos e estabelecer critérios comuns para aumentar a reciclabilidade e reutilização dos produtos. Medidas regulatórias globais também têm o potencial de criar empregos em toda a cadeia de valor do plástico, especialmente na gestão de resíduos.
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