Um influente clérigo iraniano, o aiatolá Naser Makarem Shirazi, emitiu uma Fatwa declarando que qualquer ameaça ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, é considerada “inimiga de Alá”. A declaração foi feita em resposta a questionamentos sobre ameaças dos EUA, citando especificamente o ex-presidente Donald Trump e líderes israelenses.
A Fatwa, um parecer religioso, orienta que qualquer pessoa ou regime que ameace Khamenei deve ser visto como um inimigo de Alá. Shirazi enfatizou que é “haram” que muçulmanos ou estados islâmicos apoiem tais inimigos. Ele convocou todos os muçulmanos a fazer com que esses adversários se arrependam de suas palavras.
Khosro K. Isfahani, analista da União Nacional para a Democracia no Irã, comparou a Fatwa a uma sentença de morte, semelhante à emitida contra o escritor Salman Rushdie. Ele destacou que a declaração menciona explicitamente Trump, aumentando sua relevância. A Fatwa também se aplica a clérigos xiitas da escola Shirazi.
Contexto Atual
A emissão da Fatwa ocorre em um momento delicado para a República Islâmica, após uma guerra de 12 dias que intensificou as tensões internas e externas. Hamidreza Azizizi, pesquisador do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais, observou que a credibilidade de Khamenei está em declínio, o que pode levar o governo a reprimir a oposição.
A Fatwa não possui força legal, mas pode influenciar decisões judiciais em países que seguem a Sharia. A situação atual do Irã, marcada por hostilidades e ameaças, torna a declaração de Shirazi um ponto focal nas relações internacionais, especialmente com os EUA e Israel.
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