Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu as proximidades da península de Kamchatka, na Rússia, com profundidade rasa (cerca de 19 a 20 km). Esse tipo de evento em zona de subducção é chamado de megathrust e é altamente capaz de gerar tsunamis devido ao deslocamento abrupto do leito oceânico.
Por que esse terremoto gerou tsunamis tão distantes?
Apesar da distância do epicentro, o tremor provocou alertas de tsunami em vários pontos do Oceano Pacífico, incluindo o Japão, o Havaí e a costa da Califórnia, nos Estados Unidos.
Isso acontece pois a região onde as placas do Pacífico e de Okhotsk/Norte-Americana se encontram é conhecida por causar terremotos muito fortes. Quando essas placas se movem de forma brusca, uma grande quantidade de água do mar é deslocada, criando ondas gigantes que viajam por longas distâncias no oceano. Essas ondas são chamadas de teletsunamis.
Impactos por região
Severo-Kurilsk (ilhas Curilas, Rússia): ondas entre 3 e 5 metros atingiram a costa, alagaram o porto e áreas próximas. Houve pessoas feridas levemente e moradores foram retirados de suas casas.
Japão (Hokkaido e costa do Pacífico): cerca de 1,9 milhão de pessoas deixaram suas casas por precaução. As ondas chegaram a 1,3 metro.
Havaí: ondas de até 1,7 metro foram registradas. Moradores subiram para andares mais altos e alguns portos precisaram ser fechados. Depois, o alerta foi rebaixado para um nível menos grave.
Califórnia e costa oeste dos EUA: ondas entre 0,5 e 0,55 metro foram observadas, principalmente em Arena Cove e Crescent City. Foram emitidos avisos e alertas, mas os danos foram pequenos.
Outros alertas também foram emitidos em países como Peru, Chile, Equador, Nova Zelândia, Taiwan e em outras regiões costeiras banhadas pelo Pacífico.
Especialistas explicam que, embora o tsunami tenha sido de baixa intensidade, o fenômeno demonstra como eventos geológicos em um ponto do planeta podem ter reflexos em regiões distantes, especialmente em áreas costeiras ao redor do Pacífico.
Entre na conversa da comunidade