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Etiópia inaugura nova mega-represa para impulsionar desenvolvimento econômico

Ethiopia inaugura a Grande Barragem do Renascimento Etíope, enquanto Egito alerta sobre proteção de seus interesses hídricos

Primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed faz discurso durante a cerimônia de inauguração oficial da Grande Barragem do Renascimento Etíope em Guba, Etiópia (Foto: Reprodução)
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Ethiopia inaugurou a Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), a maior hidrelétrica da África, desafiando o controle do Egito sobre o Nilo. A cerimônia ocorreu na terça-feira, marcando um ponto de tensão na longa disputa entre os dois países sobre o uso das águas do rio.

Com um investimento de 5 bilhões de dólares, a GERD, que levou 14 anos para ser construída, visa dobrar a capacidade de geração de energia da Etiópia e fornecer eletricidade a cerca de 60 milhões de etíopes sem acesso à energia. O governo etíope planeja também exportar eletricidade para países vizinhos, como Quênia, Tanzânia e Djibuti, com uma expectativa de arrecadação de 427 milhões de dólares neste ano fiscal.

O Egito, que depende do Nilo para quase toda a sua água doce, expressou preocupações sobre a segurança hídrica. O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, alertou que o país tomará medidas para proteger os “interesses existenciais” de sua população. A diplomacia egípcia já havia sugerido a possibilidade de intervenção militar para interromper a construção da barragem.

Historicamente, o Egito controlava a maior parte das águas do Nilo por meio de tratados coloniais, mas países a montante, como a Etiópia, argumentam que esses acordos são obsoletos. O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, considera a GERD um símbolo de orgulho nacional, afirmando que representa o fim da “insignificância geopolítica” da Etiópia.

Enquanto isso, a situação em Sudão do Sul se agrava, com o exército do país tomando cidades estratégicas em meio a um conflito interno. A luta pelo controle entre facções rivais continua a intensificar a crise humanitária na região.

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