Dois deputados britânicos do Partido Trabalhista, Simon Opher e Peter Prinsley, foram barrados de entrar em Israel durante uma visita ao West Bank. A delegação parlamentar tinha como objetivo avaliar a situação de saúde na região, mas foi impedida pelas autoridades israelenses ao cruzar a fronteira a partir da Jordânia.
Os parlamentares, que fazem parte de uma missão organizada pelo Conselho para a Compreensão Árabe-Britânica (CAABU), expressaram sua decepção em um comunicado conjunto. Eles consideraram “profundamente lamentável” a decisão de Israel, que os impediu de testemunhar os desafios enfrentados pelas instalações médicas locais. Opher, que é médico, destacou que a intenção da visita era apenas observar e buscar formas de apoio, sem qualquer intenção de prejudicar Israel.
Durante a abordagem, os MPs foram mantidos em um escritório de passaportes e, posteriormente, receberam um documento legal que exigia sua saída do país. Opher relatou que a justificativa apresentada foi “motivos de ordem pública”, e que tentativas de intervenção do Ministério das Relações Exteriores britânico foram ignoradas.
Este incidente ocorre em um contexto mais amplo de restrições a parlamentares britânicos. Em abril, outros dois MPs, Abtisam Mohamed e Yuan Yang, também foram barrados de entrar em Israel, gerando preocupações sobre a liberdade de expressão e o acesso a informações. Na ocasião, as autoridades israelenses alegaram que os parlamentares estavam envolvidos em atividades que promoviam sanções contra o país.
Chris Doyle, diretor do CAABU, lamentou as recentes negações de entrada, ressaltando a importância de os políticos britânicos conhecerem a realidade no terreno, especialmente em tempos críticos. A visita dos MPs incluía encontros com o Cônsul Geral britânico em Jerusalém e organizações de direitos humanos palestinas e israelenses.
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