Cerca de 900 turistas estão retidos nas proximidades de Machu Picchu, no Peru, devido à suspensão do serviço de trem que conecta a famosa cidadela inca. A interrupção ocorreu após protestos locais que obstruíram a rota, resultando em preocupações sobre a segurança dos visitantes.
A operadora PeruRail anunciou a suspensão na segunda-feira, informando que a via estava bloqueada por pedras de diversos tamanhos. Desilú León, ministra do Comércio Exterior e Turismo, afirmou que 1.400 turistas foram retirados de Aguas Calientes, mas cerca de 900 permanecem na região. A segurança dos que ainda estão lá não pode ser comprometida, segundo a ministra.
Os protestos começaram após o término da concessão da empresa de ônibus Consettur, que transportava turistas até a entrada das ruínas. Um novo contrato foi firmado com uma empresa de ônibus do distrito vizinho de Urubamba, mas a operação enfrenta resistência de Aguas Calientes, levando a conflitos entre motoristas.
A empresa Ferrocarril Transandino, parte da PeruRail, destacou que escavações realizadas por terceiros afetaram a estabilidade da via, complicando ainda mais a situação. Em meio a esses eventos, a organização New7Wonders expressou preocupação com a credibilidade de Machu Picchu como uma das novas maravilhas do mundo, alertando que a escalada do conflito pode impactar a imagem do local.
Machu Picchu, reconhecida mundialmente, atrai turistas de diversas partes do globo e sua preservação é crucial para o turismo peruano. As autoridades locais estão trabalhando para resolver a situação e garantir a segurança dos visitantes.
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