O movimento “No Music for Genocide” ganhou força com a adesão de mais de 400 artistas que retiraram suas músicas de plataformas de streaming em Israel. A ação é uma resposta à violência em Gaza e à política israelense, que já resultou na morte de mais de 65 mil palestinos desde outubro de 2023.
Recentemente, nomes como Arca, Massive Attack e Rina Sawayama se juntaram à iniciativa, que também conta com o apoio de cerca de 50 organizações. O movimento visa promover um boicote cultural a Israel, destacando a importância da música como ferramenta de pressão social. Em uma carta publicada no site do movimento, os artistas afirmam que a retirada de suas músicas é um passo em direção à isolação e deslegitimação de Israel.
Entre os artistas que apoiam a causa estão Billie Eilish, Madonna, Japanese Breakfast e BadBadNotGood. A carta menciona o sucesso de boicotes culturais, como o que ocorreu durante o apartheid na África do Sul, como exemplo do impacto que esse tipo de ação pode ter. Além disso, a declaração critica a falta de medidas semelhantes contra Israel, mesmo após décadas de ocupação e genocídio.
O movimento também destaca que a indústria da música já tomou medidas contra outros países, como a Rússia, após a invasão da Ucrânia. A lista de artistas inclui nomes da música eletrônica e do hip-hop, como Kelela e Ana Tijoux, mas não há artistas brasileiros entre os signatários, exceto pelo selo Tijolo, que atua em Nova York e São Paulo.
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