A crise política no Peru se intensificou com a impeachment da presidente Dina Boluarte, que não compareceu a uma audiência convocada pelo Congresso. Na noite de sexta-feira, 118 parlamentares votaram a favor de sua destituição, alegando “incapacidade moral permanente” para governar. José Jerí, líder do Congresso, foi empossado como presidente interino e anunciou um governo de transição até 2026.
Boluarte, que assumiu a presidência em dezembro de 2022, enfrentou uma série de protestos e escândalos, incluindo o caso conhecido como Rolexgate, que investiga sua suposta omissão na declaração de presentes de luxo. Durante seu mandato, a violência de gangues aumentou e a insatisfação popular cresceu, especialmente após a aprovação de uma lei que obriga jovens a contribuírem para fundos de pensão privados em um cenário de alta informalidade no mercado de trabalho.
As tensões sociais se agravaram, com a população exigindo respostas do governo. As manifestações e a pressão sobre Boluarte refletem um descontentamento generalizado com a política do país, que já teve seis presidentes nos últimos nove anos. O novo presidente interino, José Jerí, declarou sua intenção de liderar um governo que busque pacificar a nação e enfrentar os desafios atuais.
Os desdobramentos da situação política peruana continuam, com a expectativa de que as eleições sejam realizadas em abril de 2026, enquanto a população aguarda uma resposta eficaz às crises de segurança e governança.
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