O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) que manifestações consideradas “ilegítimas” serão proibidas no país nos próximos dias. Já aos grupos organizados, como os sindicatos, o governo vai oferecer trajetos alternativos para as marchas, com o objetivo de proteger as empresas.
A declaração foi feita depois de uma reunião, mais cedo, com representantes dos serviços de inteligência e ministros do alto escalão do governo para discutir a crise.
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Protestos do fim de semana
Macron atribuiu os distúrbios e os saques registrados no último sábado (17) em todo o país a grupos de extrema esquerda, que chamou de “sediciosos”, e a vândalos.
Os atos de sábado, convocados principalmente contra o alto custo de vida, reuniram cerca de 550 mil pessoas, segundo o Ministério do Interior. Uma central sindical calcula 800 mil. A mobilização ocorreu após semanas de protestos de estudantes por melhores condições nas escolas.
Em balanço divulgado na quarta-feira (21), o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, informou que cerca de 2.500 pessoas foram detidas ao todo, e 174 acabaram presas.
A violência atingiu quase 3 mil lojas, de acordo com a Federação do Comércio e do Varejo, que pediu isenção de impostos e de contribuições previdenciárias para os comerciantes. Para barrar a revenda de itens saqueados, plataformas como Vinted, Amazon, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok firmaram acordo com o governo para identificar anúncios suspeitos e repassar dados às autoridades.
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Toque de recolher
Um toque de recolher foi adotado pela polícia de Paris nas noites de segunda (19), terça (20) e quarta-feira (21) na Praça da República e na região comercial de Les Halles, áreas que concentraram os confrontos do fim de semana. A restrição foi aplicada das 23h às 6h no horário local.
Além disso, a Promotoria e a polícia investigam a morte de um homem de 59 anos, no sábado, perto da Praça da República, e a de outro, de 48, na madrugada de segunda-feira (19), em Les Halles. Até o momento, não há suspeita de envolvimento de terceiros, segundo as autoridades.
*Com informações da Reuters e da AFP
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