O presidente francês, Emmanuel Macron, enfrenta uma grave crise política após a renúncia do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que durou apenas 14 horas. A situação se agrava com a oposição exigindo a renúncia de Macron, enquanto ele atribui a instabilidade à divisão provocada por partidos rivais. Lecornu foi reempossado e formou um novo governo, que inclui Jean-Pierre Farandou como ministro do Trabalho e Laurent Nuñez como ministro do Interior.
A votação de confiança está prevista, com partidos da oposição se preparando para apresentar moções de desconfiança. O novo governo enfrenta a pressão de elaborar o orçamento de 2026, que deve incluir cortes significativos. Lecornu enfatizou a necessidade de superar a crise política e pediu que os membros do governo trabalhem juntos para encontrar soluções. A primeira fala política de Lecornu ao parlamento está agendada para terça-feira.
Macron, que está em uma cúpula no Egito, declarou que a responsabilidade pela instabilidade recai sobre as forças políticas rivais. Ele reafirmou seu compromisso em garantir a estabilidade do país, sem especular sobre uma possível dissolução do parlamento. O cenário atual é marcado por um parlamento dividido entre esquerda, direita e centro, sem maioria clara, dificultando a governabilidade.
O novo governo precisa apresentar um esboço do orçamento até terça-feira e deve respeitar um prazo constitucional de 70 dias para que o plano seja analisado pelo parlamento. O ministro do Comércio Exterior, Nicolas Forissier, alertou que a falta de um orçamento pode levar o país a uma situação catastrófica.
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