Mais de 82.000 bolivianos residentes na Espanha participaram da segunda volta das eleições presidenciais no último domingo. Madrid foi um dos centros de votação, onde os bolivianos escolheram entre dois candidatos de direita: Jorge Tuto Quiroga e Rodrigo Paz. Este pleito é histórico, pois, pela primeira vez em 20 anos, o Movimento ao Socialismo (MAS), do ex-presidente Evo Morales, não possui representantes.
A expectativa é que a direita vença, com promessas de mais investimentos e menos dependência do Estado. Judith Vázquez, uma das eleitores, destacou a necessidade de mudança, mencionando a decepção com o MAS: “Antes nos cumpriam, mas agora só olham para si mesmos”. A insatisfação com a situação econômica do país, onde quase 40% da população vive na pobreza, tem levado muitos a buscar alternativas políticas.
Expectativas e Incertezas
A busca por um novo rumo político é acompanhada de incertezas. Juan Pablo Gamón, de 28 anos, comentou que o populismo se tornou insustentável e que essa mudança pode trazer consequências econômicas severas. Para muitos, a esperança está em Quiroga, que obteve cerca de 40% dos votos na primeira volta, superando Paz.
A diáspora boliviana, que enfrenta desafios diários, vê na mudança uma oportunidade de melhorar a situação. Nelson Vargas, de 53 anos, resumiu o sentimento geral: “Estamos apostando na direita porque haverá mais trabalho e investimento”. O desejo de retorno ao país natal é forte, mas a realidade econômica atual gera dúvidas sobre quando isso será possível.
A Voz da Diáspora
No ambiente de votação, Rosario Santibáñez expressou esperança, afirmando que, apesar das dificuldades, é preciso acreditar em um futuro melhor. A sensação de nostalgia permeia as conversas entre os eleitores, que desejam um país diferente. A expectativa é que o próximo governo possa atender às demandas da população e proporcionar melhores condições de vida.
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