A crise global foi o tema central do evento World In Progress (WIP), realizado em Barcelona. Líderes, diplomatas e intelectuais se reuniram para discutir a “deriva histórica” do mundo atual, marcada por guerras, polarização social e o impacto da inteligência artificial. O evento ocorreu nos dias 20 e 21 de outubro e abordou questões urgentes, como a guerra na Ucrânia e o conflito em Gaza.
Na segunda e última jornada, o rei da Espanha, Felipe VI, destacou que o diálogo e a cooperação não podem mais ser considerados garantidos. Ele afirmou que a competição por recursos e a persistência de conflitos não resolvidos são preocupações atuais. O monarca referiu-se ao momento de 1989, quando a democracia liberal parecia triunfante, e declarou que “vivemos o fim do fim da História”.
Os debates também se concentraram em soluções para o que foi chamado de “desorden planetário”. Os participantes discutiram a necessidade de reformas no liberalismo multilateral e a governança da inteligência artificial, que pode tanto ameaçar quanto ajudar a humanidade. As democracias buscam preservar o que resta do antigo modelo liberal ou, ao menos, reformá-lo para enfrentar os novos desafios.
O WIP, organizado pelo grupo Prisa, editor do El País, foi um espaço para refletir sobre as angústias contemporâneas e buscar alternativas viáveis. A discussão incluiu o crescimento de políticas populistas e a crescente influência de algoritmos na sociedade, evidenciando a necessidade urgente de um novo pacto global para enfrentar essas questões complexas.
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