Os economistas norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford receberam nesta segunda-feira (12) o Prêmio de Ciências Econômicas do Banco da Suécia em Memória de Alfred Nobel de 2026. A Real Academia Sueca de Ciências reconheceu os pesquisadores “pelas bases microeconômicas da estabilização macroeconômica”.
A premiação é de 12 milhões de coroas suecas (R$ 6 milhões na conversão atual), divididas igualmente entre os dois vencedores. Cada economista receberá, portanto, 6 milhões de coroas suecas (R$ 3 milhões).
Robert E. Hall nasceu em 1943, em Palo Alto, nos Estados Unidos, e concluiu o doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 1967. Michael Woodford nasceu em 1955, em Chicopee, também nos Estados Unidos, e recebeu o título de doutor pelo MIT em 1983.
Hall, professor da Universidade Stanford, e Woodford, professor da Universidade Columbia, desenvolveram modelos macroeconômicos que ampliaram a capacidade de governos e bancos centrais de formular políticas para reduzir as oscilações da economia.
Segundo a Academia, os modelos ajudam a orientar decisões de política fiscal e monetária, como mudanças nos juros e nos gastos públicos, para amenizar períodos de recessão ou conter momentos de forte expansão econômica.
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O trabalho dos pesquisadores ganhou importância diante das limitações observadas nos modelos keynesianos durante as crises do petróleo da década de 1970. Naquele período, medidas adotadas para combater o desemprego não impediram que economias ocidentais enfrentassem simultaneamente baixo crescimento, desemprego elevado e inflação alta.
Hall e Woodford contribuíram para reconstruir esses modelos a partir de uma base microeconômica, considerando como as decisões individuais de famílias e empresas influenciam o comportamento da economia como um todo.
Um dos pontos centrais dos modelos é a expectativa dos agentes econômicos. Famílias e empresas tomam decisões sobre poupança, consumo e preços considerando o que esperam para o futuro. Dessa forma, a comunicação de governos e bancos centrais sobre seus planos pode influenciar essas expectativas e, consequentemente, a atividade econômica.
Segundo John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, o trabalho dos laureados forneceu uma base teórica para modelos atualmente utilizados por governos e bancos centrais em diferentes países.
“Com eles, estamos mais bem preparados para lidar com choques na economia, como crises de energia ou mudanças repentinas no consumo das famílias”, afirmou.
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