Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, manifestou apoio à proposta de Donald Trump para congelar a guerra nas fronteiras atuais, considerando-a um “bom compromisso”. A declaração ocorreu durante uma visita a Oslo, onde buscava apoio militar adicional. Contudo, Zelenskyy reconheceu que a aceitação da proposta por parte de Moscou é incerta.
A proposta de Trump surge em um contexto de crescente tensão, com a Rússia intensificando seus ataques aéreos em várias cidades ucranianas, incluindo Kyiv. Os bombardeios resultaram em pelo menos seis mortes, entre elas de uma criança de seis meses. Além disso, um ataque a um jardim de infância em Kharkiv deixou um homem morto e sete feridos.
Posição da Rússia
A Rússia, por sua vez, reiterou sua posição maximalista, rejeitando a ideia de um congelamento das hostilidades. Em comunicações privadas, Moscou reafirmou suas condições para um acordo de paz, que incluem a recuperação total da região do Donbas. As declarações do Kremlin indicam que a proposta de Trump não é vista como uma solução viável.
A possibilidade de um encontro entre Trump e Vladimir Putin, inicialmente cogitada, ficou em dúvida após a resistência russa. Trump, que já hesitou em apoiar a Ucrânia de forma mais contundente, agora parece cauteloso em relação a novas negociações. Ele afirmou que não deseja realizar uma reunião infrutífera, ressaltando que tanto Putin quanto Zelenskyy desejam o fim do conflito.
Exercícios Nucleares
Enquanto isso, Putin ordenou exercícios com as forças nucleares estratégicas da Rússia, que incluíram simulações de lançamento de mísseis. O Kremlin alegou que essas atividades são rotineiras, mas elas ocorrem em um clima de crescente tensão e posturas agressivas em relação a ameaças percebidas. A situação permanece volátil, com incertezas sobre os próximos passos no cenário de paz.
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