Os jornalistas Andrzej Poczobut, da Bielorrússia, e Mzia Amaglobeli, da Geórgia, foram premiados com o Prêmio Sajarov 2025 pelo Parlamento Europeu. Ambos estão encarcerados por se opor aos regimes prorrussos de seus países. A cerimônia ocorreu em Estrasburgo, onde a presidente da Eurocâmara, Roberta Metsola, destacou que “seu coraje é um símbolo da luta pela democracia”.
Poczobut, de 52 anos, pertence à minoria polaca na Bielorrússia e tem uma longa trajetória como jornalista. Ele foi preso diversas vezes e, em 2021, condenado a oito anos de prisão. Atualmente, seu estado de saúde é desconhecido e sua família enfrenta restrições para visitá-lo. Por outro lado, Amaglobeli foi detida em 2025 durante protestos contra o governo georgiano e cumpre uma pena de dois anos. Ela é considerada a primeira presa política do país, que tem visto um crescente autoritarismo.
Contexto da Premiação
O Prêmio Sajarov, que reconhece a luta pela liberdade de expressão e direitos humanos, já foi concedido a figuras como Alekséi Navalni e Oleg Sentsov. Em anos anteriores, o Parlamento Europeu também homenageou a oposição da Venezuela, destacando a relevância da premiação em um contexto de repressão a regimes aliados a Moscou.
Neste ano, outros finalistas incluíram trabalhadores humanitários e jornalistas em Palestina, além de estudantes da Sérvia, que têm protestado contra a corrupção e a deterioração das instituições democráticas em seu país. A escolha de Poczobut e Amaglobeli reflete a continuidade do foco do Parlamento Europeu em apoiar a resistência a regimes autoritários.
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