A Finlândia alertou que derrotar a invasão da Ucrânia é fundamental para conter a China no Indo-Pacífico. O ministro da Defesa, Antti Häkkänen, destacou a importância de uma resposta robusta da aliança democrática global, que inclui a Austrália. As declarações ocorreram em uma entrevista em Helsinque, onde Häkkänen enfatizou que a resiliência ocidental será observada de perto.
O ministro propôs um plano com três pilares: sanções mais rigorosas à economia russa, ajuda militar significativa à Ucrânia e o uso de armas de longo alcance para atacar fábricas de drones e mísseis. Embora Häkkänen tenha elogiado as sanções impostas pelo ex-presidente Donald Trump a empresas de petróleo russas, ele também expressou preocupação com a relutância de Trump em permitir o uso de mísseis Tomahawk pela Ucrânia.
A Vigilância da China
Häkkänen alertou que Xi Jinping deve estar atento à determinação da aliança democrática. Ele afirmou que a resposta ocidental à agressão russa não é apenas sobre a Ucrânia, mas um sinal contra a violência e a guerra, que também ressoa na região do Indo-Pacífico. O ministro considerou que a Finlândia, que compartilha uma extensa fronteira com a Rússia, vê Putin como uma ameaça constante à segurança europeia.
Além disso, Häkkänen mencionou que a cooperação no conflito pode impactar as relações comerciais da Austrália com a Europa. A Finlândia está buscando expandir laços nas indústrias de defesa e espaço com a Austrália, reconhecendo o papel significativo do país no apoio à Ucrânia.
Mensagem Política
O ministro ressaltou que a participação da Austrália no apoio à Ucrânia é uma mensagem política importante para a Europa. Ele acredita que, diante de desafios de segurança, é crucial que os países se unam, reforçando a ideia de que todos fazem parte da mesma “família” em termos de defesa.
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