O príncipe André, ex-duque de York, enfrenta novas revelações sobre seus laços com Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Documentos recentemente divulgados mostram que ele manteve contato com ambos mesmo após as primeiras alegações de abuso. Em e-mails de 2011, André implorou para que seu nome fosse mantido fora do escândalo, demonstrando preocupação com as investigações que o cercavam.
Os novos documentos, provenientes de um lote de mais de 20 mil registros entregues pela família de Epstein ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA, revelam que André tentava se distanciar publicamente da situação enquanto continuava a se comunicar com Maxwell. Em um e-mail, o príncipe expressou sua indignação ao afirmar que não tinha relação com as acusações e pediu que qualquer declaração jurídica deixasse claro que ele não estava envolvido.
Além disso, a troca de mensagens entre André e Maxwell ocorreu meses após sua famosa entrevista à BBC, em que declarou ter cortado laços com Epstein e Maxwell. A situação se complica ainda mais com a morte de Virginia Giuffre, que acusou o príncipe de abuso sexual quando tinha 17 anos. Em fevereiro de 2022, André chegou a um acordo extrajudicial com Giuffre, mas sem admitir culpa.
Implicações Políticas
Os documentos também implicam o ex-político trabalhista Peter Mandelson, que manteve contato com Epstein até 2016, contrariando suas declarações anteriores sobre o fim de sua relação. Mandelson, que já foi ministro no governo de Tony Blair, trocou mensagens com Epstein, revelando um vínculo mais próximo do que o admitido. Essas novas informações aumentam as dúvidas sobre a extensão das relações de André e Mandelson com Epstein, exacerbando o escândalo que já mancha a reputação da família real britânica.
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