Após o incêndio de quinta-feira em Belém, as negociações da COP30 foram paralisadas. Nesta madrugada, a presidência publicou uma nova versão do rascunho, intitulado “Decisão Mutirão”, às 3h, sem incluir um mapa de implementação para abandonar fósseis.
A nova versão consolidou polêmicas das negociações, mas não traz o roteiro de transição desejado por ambientalistas. Cerca de 80 países apoiavam o chamado mapa, entre eles Alemanha e Reino Unido, segundo organizações da sociedade civil. Países produtores resistem.
Signatários e resistência
Entre os signatários da carta de resistência estão Colômbia, Alemanha, Ilhas Marshall e Vanuatu, que cobram um roteiro de implementação para a transição justa. Ambientalistas destacam ausência de mecanismos para reduzir desmatamento e emissões do setor energético.
O Brasil, representado pelo governo Lula, argumenta segurança técnica para explorar petróleo na Margem Equatorial da Foz do Rio Amazonas, defendendo uso dos lucros na transição verde. Greenpeace Brasil cobra plano global para eliminação gradual de combustíveis fósseis.
Perspectivas para a cúpula
A cúpula deve se estender pelo fim de semana, com sessões reabertas na quinta à noite. Embora o espaço da zona azul tenha reaberto, as negociações ainda não indicam conclusão definitiva. Anúncios adicionais devem vir conforme o andamento das conversas.
Fonte: Agencia Estadão, com atualização de Luciana Dyniewicz, Paula Ferreira e Juliana Domingos de Lima.
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