O governo dos EUA designou o cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, no mesmo dia em que as ações militares da operação Lanza del Sur se mantêm em curso. A designação amplia o enquadramento legal para ataques e pressões contra narcotraficantes ligados ao regime venezuelano.
Segundo relatos citados pela Axios, Washington sinaliza a possibilidade de negociações diplomáticas entre Donald Trump e Nicolás Maduro, sem data definida. A mensagem pública é de que, por ora, não há planos imediatos de invadir território venezuelano, mesmo com o aumento da presença naval na região.
Entre os desdobramentos, o alto escalão militar americano confirmou viagens: o general Dan Caine esteve em Porto Rico, reunindo-se com militares do Comando Sul, e viajará a Trinidad e Tobago. A operação Lanza del Sur já mobiliza cerca de 15 mil soldados, com o objetivo declarado de interromper o fluxo de drogas e impedir ataques na área.
Designação e ações militares
A designação do cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira ocorre em meio a ataques de alto risco na região, que já vitimam civis e militares. Autoridades destacam que a medida facilita ações legais e cooperação internacional contra o grupo liderado, segundo Washington, por integrantes próximos ao governo venezuelano.
Possíveis caminhos diplomáticos
Trump sinaliza a possibilidade de diálogo com Maduro, em busca de resolução diplomática para a crise. A reporteria aponta que o canal de comunicação entre EUA e Venezuela foi reaberto recentemente, após meses de afastamento.
Fontes citam que, nos meses iniciais do mandato, Washington manteve contatos com Caracas via um enviado da Casa Branca, que resultaram na liberação de cidadãos detidos e na viabilização de voos de repatriação. A imprensa menciona ainda rumores sobre ações encobertas da CIA discutidas no ambiente político.
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