O Complexo Wang Fuk Court, formado por 1.984 moradias públicas em Hong Kong, permanece sob investigação após um incêndio devastador. O fogo começou durante obras de renovação iniciadas em janeiro de 2024, envolvendo oito blocos de 31 andares, com fachadas cobertas por andaimes de bambu e telas verdes. As autoridades apontam uso de espuma de poliestireno inflamável como fator que acelerou a propagação das chamas entre as estruturas.
Até a madrugada local, o balanço oficial apontava 83 mortos e cerca de 280 desaparecidos, com mais de 24 horas de combate ao fogo. Equipes de emergência continuam o trabalho de resfriamento e buscas, enquanto a comunidade busca por familiares. O complexo está localizado no distrito de Tai Po, nos New Territories, zona de maior tranquilidade em comparação com o centro da cidade.
Investigações e responsabilidades
A polícia prendeu dois diretores e um consultor da empresa responsável pela obra, Prestige Construction Engineering, por possível negligência e irregularidades na obra. A Comissão Independente contra a Corrupção (ICAC) apura também se houve práticas irregulares que contribuíram para a propagação do incêndio. Os investigadores analisam materiais usados, credenciais de autorização e decisões tomadas durante a renovação iniciada há quase um ano.
Os residentes relatam preocupações anteriores com o uso de materiais inflamáveis e falhas no sistema de alarme. Em meio à tragédia, voluntários distribuem água, comida e itens básicos no centro cívico Kwong Fuk, criado como ponto de apoio às famílias. Alguns moradores ainda não sabem o destino de parentes que estavam no complexo, enquanto a operação policial e de rescaldo segue em andamento.
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