Kanal, museu de arte contemporânea em Bruxelas, está 95% concluído e com abertura prevista para 28 de novembro de 2026. O espaço fica na antiga garagem Citroën, na periferia noroeste do centro, em parceria com o Centre Pompidou. Textos multilíngues já foram aprovados e o acervo inclui obras de Matisse, Picasso e Giacometti, em empréstimo.
A obra segue dentro do cronograma, mas a conversa sobre a abertura mudou de abrir ou não depender de orçamento. O governo regional de Bruxelas-Capital ainda não está formado, após eleições, com cortes previstos que ameaçam mais da metade do financiamento do projeto.
Garantias e paradoxos
A diretora do Kanal, Kasia Redzisz, ressaltou que o atraso político pode levar a interrupções na construção caso o orçamento não seja definido. Estima-se que o museu crie cerca de 780 empregos diretos e indiretos e injete aproximadamente 144,4 milhões de euros na economia local anualmente.
O projeto é alvo de críticas sobre sua escala e governança. Defensores destacam o potencial cultural para Bruxelas, enquanto opositores questionam a relação com o Pompidou e a viabilidade financeira sob o atual cenário fiscal.
Cenário político e financeiro
Relatórios indicam pressão para reduzir o orçamento do Kanal em mais de 50% de um total de 7 bilhões de euros regionais. Diversos partidos já discutem medidas de austeridade, incluindo cortes no orçamento de operação anual do Kanal, hoje estimado em 35 milhões de euros. A possibilidade de reavaliação de parcerias tem sido mencionada por alguns gestores culturais.
Entre na conversa da comunidade