Jornalistas marroquíes protestaram nesta sexta-feira diante do Ministério da Comunicação, em Rabat, contra restrições da Administração à liberdade de imprensa. A mobilização reuniu centenas de integrantes, com alguns cobrindo o rosto com roxas. Cartazes pediram a dissolução do Conselho Nacional da Imprensa (CNP) e a retirada do projeto 25.26.
O estopim da manifestação foi a divulgação, nesta semana, de um vídeo no YouTube. Nele, membros da Comissão de Disciplina do CNP aparecem denegrindo e insultando Hamid el Mahdaui, jornalista com histórico de denúncias sobre irregularidades governamentais. A gravação provocou repúdio entre profissionais na cidade.
Segundo dados, a Constituição de 2011 reconhece a liberdade de expressão no país. Ainda assim, a imprensa marroquina enfrenta restrições, e Marrakesh aponta posição 129 de 180 no ranking da RSF sobre liberdade de imprensa. Críticas recentes se concentram em ações da CNP.
Entre os envolvidos, profissionais de imprensa e representantes de sindicatos cobraram maior transparência e garantias legais. A reportagem não indica intervenção direta do governo na manifestação, mas aponta o contexto de pressão sobre a mídia local.
Historicamente, desde a graça de Mohamed VI a jornalistas presos, novas condenações têm sido registradas por divulgações sobre irregularidades governamentais. O episódio com Hamid el Mahdaui retorna o debate sobre proteção de fontes e atuação regulatória.
Espera-se que o movimento siga com novas ações nos próximos dias, conforme autoridades estudam medidas para conteúdo de mídia e para o funcionamento do CNP. A pauta permanece centrada na liberdade de imprensa e na resistência a restrições administrativas.
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