Como parte de uma ofensiva militar norte-americana no Caribe, a Venezuela anunciou a abertura de investigações sobre execuções extrajudiciais alegadamente relacionadas a ataques a supostas narcolanchas. O governo chavista afirma buscar bases legais e apoio político para responder à operação.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que familiares de vítimas participaram de uma reunião neste domingo. O país sustenta que não houve evidência de drogas a bordo, conforme declaração do ministro Tarek William Saab, que pediu que o mundo reconheça a legalidade da ação.
As informações oficiais indicam que já foram destruídas mais de 20 lanchas e que o número de mortos supera 80. O Congresso dos EUA pediu explicações, enquanto a Venezuela sugere deixar a CPI, citando críticas à atuação da instituição. Em paralelo, o país enviou carta à OPEP+ denunciando uso da força militar.
Contexto e desdobramentos
Saab alegou que as embarcações transportavam peixe e itens sem relação com drogas, destacando que o uso de força letal contra navios em águas internacionais exige autorização ou defesa própria. O governo venezuelano acusa Washington de violar soberania e de manipular informações.
Reações internacionais
Autoridades norte-americanas mantêm a narrativa de combate a cartel de drogas operando a partir do território venezuelano. Órgãos internacionais, como a OACI, foram acionados pela Venezuela para contestar alegações, enquanto o país considera medidas legais e diplomáticas para avançar suas prerrogativas.
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