Vladimir Putin foi considerado moralmente responsável pela morte de Dawn Sturgess, em 2018, após inquérito liderado por Lord Hughes. A investigação afirma que o atentado a Sergei Skripal, em Salisbury, no Reino Unido, foi autorizado por Putin. A garrafa com novichok foi levada a Wiltshire e deixada, conectando o ataque à morte de Sturgess.
Segundo o relatório, dois homens russos chegaram a Londres em 2 de março de 2018 com a intenção de assassinar Skripal. Em 4 de março, Petrov e Boshirov teriam aplicado o agente nervoso na porta de Skripal, em Salisbury. A garrafa usada seria a do perfume Nina Ricci, contendo novichok produzido na Rússia.
O inquérito aponta que o descarte da garrafa de novichok ocorreu em público, elevando o risco para inocentes. A relação causal entre o uso do veneno e a morte de Sturgess é considerada clara pelo relator. Treinamentos emergenciais e orientação pública também foram considerados inadequados ou insuficientes na época.
O custos do inquérito somam 8,3 milhões de libras, com audiências públicas em Salisbury e Londres entre 14 de outubro e 2 de dezembro de 2024. O relatório recomenda melhorias na formação de serviços de saúde e na atuação policial frente a agentes nervosos.
Conclusões do inquérito
O documento reforça que a operação foi extremamente arriscada e negligente, com impactos que ultrapassaram as vítimas diretas. A defesa de medidas preventivas, porém, é marcada pela dificuldade de identificação de riscos em fases iniciais.
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