O Instituto Nobel de Oslo informou neste sábado que María Corina Machado confirmou, ao responsável de comunicação Erik Aasheim, que comparecerá pessoalmente à cerimônia de entrega do Nobel da Paz em Oslo. O evento está marcado para quarta-feira, 10 de outubro. O paradeiro de Machado permanece desconhecido, já que ela vive na clandestinidade na Venezuela.
Segundo o instituto, Machado não detalhou a logística de chegada a Noruega. A presença de figuras latino-americanas na cerimônia já havia sido anunciada previamente, incluindo os presidentes Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador) e Santiago Peña (Paraguai).
Participação regional e contexto político
Machado foi reconhecida pelo Nobel por seus esforços em defesa dos direitos e liberdades na Venezuela, com foco numa transição democrática. No entorno, o regime de Nicolás Maduro intensificou a vigilância em fronteiras e aeroportos venezuelanos, em meio a tensões políticas com a comunidade internacional.
Edmundo González Urrutia, candidato democrata que se autodeclarou vencedor das eleições de 2024, exilou-se para fora do país. O histórico de divergências políticas e o papel de Machado na campanha de González constam como pano de fundo para o atual cenário venezuelano.
Dentre convidados para a cerimônia, também foram chamados a presença o pianista Gabriela Montero e o artista Danny Ocean, além dos chefes de Estado mencionados. A organização mantém sigilo sobre detalhes logísticos e de deslocamento de Machado.
Entre na conversa da comunidade