Ramaphosa alertou que ideologias supremacistas brancas e acusações infundadas de perseguição a Afrikaners ameaçam a soberania e a segurança nacional da África do Sul. O discurso ocorreu no contexto de debates sobre transformação após o apartheid.
O presidente mencionou que algumas correntes insistem em noções de superioridade racial, associadas a uma narrativa de perseguição. Ele destacou que tal propaganda pode impactar relações internacionais e políticas internas de redress.
Ramaphosa não citou nomes, mas denunciou campanhas que, segundo ele, propagam a “genocídio branco” para desacreditar políticas de transformação. O objetivo é enfrentar globalmente esse discurso.
Contexto internacional
O discurso também abordou desdobramentos globais, com referências a declarações sem provas envolvendo Donald Trump e Elon Musk sobre a África do Sul. Segundo Ramaphosa, tais afirmações amplificam a vulnerabilidade do país.
O presidente destacou que o governo dos EUA boicotou a cúpula do G20 realizada em Joanesburgo, argumento utilizado para justificar divergências em temas como igualdade de gênero e clima.
A próxima cúpula do G20, em 2026, deverá ocorrer no Trump National Doral, em Miami, conforme anunciou a organização. A escolha gera controvérsia sobre a influência de atores privados na diplomacia.
Além disso, os EUA convidaram a Polônia para as primeiras reuniões da presidência do G20, substituindo a África do Sul em esse estágio inicial, segundo autoridades americanas.
Os EUA dizem que vão receber 7.500 refugiados este ano, parte deles provenientes da África do Sul, enquanto o programa de refúgio permanece mais restrito para outras situações de conflito.
Contexto sul-africano
A população Africana do país representa cerca de 4%, equivalente a cerca de 2,5 milhões de pessoas. Históricamente, os Afrikaners lideraram o regime do apartheid entre 1948 e 1994.
Dados oficiais indicam que, em 2017, Africulturas possuíam 72% das terras agrícolas privadas, refletindo assim grande concentração de riqueza no setor rural.
Apesar de ataques a famílias de fazendeiros brancos, não há evidência de perseguição sistemática por raça nem de desproporção em relação ao crime violento no país.
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