O Tesouro dos EUA sancionou quatro pessoas e quatro empresas por recrutamento e financiamento de combatentes colombianos ligados ao RSF, grupo paramilitar sudanês. A ação envolve transferring de recursos e apoio logístico para operações no Sudão. A rede é descrita como majoritariamente formada por nacionais colombianos e empresas ligadas a eles.
Entre os sancionados estão Álvaro Andrés Quijano Becerra, ex-oficial colombiano e residente no Emirados Árabes, apontado como peça central na contratação e no envio de ex-sargentos ao Sudão. Sua esposa, Claudia Viviana Oliveros Forero, também foi alvo de sanção.
Mateo Andres Duque Botero, com dupla cidadania colombiano-espanhola, seria responsável pela gestão de fundos e pelas transferências internacionais usadas para sustentar a operação. Monica Muñoz Ucros completa a lista de indivíduos sancionados, associada a uma empresa ligada às transações.
Sanções dos EUA e envolvimento colombiano
O Escritório do Tesouro afirmou que, de 2024 a 2025, empresas sediadas nos EUA associadas a Duque realizaram transferências de várias milhões de dólares. A rede teria recrutado, treinado e remunerado combatentes para o RSF, além de possível envolvimento no treinamento de crianças.
A apuração pública sobre o tema começou no ano passado, após reportagem de veículos colombianos que revelou o envio de centenas de ex-sargentos ao Sudão. O episódio levou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia a pedir desculpas publicamente.
Especialistas destacam que mercenarismo colombiano é um fenômeno antigo, com histórico de recrutamento e treinamento para conflitos externos. Observam que sanções são parte de um conjunto de medidas para conter a prática.
O RSF é acusado de cometer crimes de guerra, incluindo assassinatos étnicos e sequestros em grande escala. O governo dos EUA reforça a necessidade de interromper o suporte financeiro e militar aos grupos envolvidos no conflito sudanês.
Entre na conversa da comunidade