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França e Reino Unido não atuam contra ativistas anti-imigração

Grupos de apoio denunciam inação de autoridades britânicas e francesas; operação Overlord envolve assédio a migrantes e detenções, com reformas previstas para Dunkirk

British activists monitoring the beach of Gravelines in northern France on Friday. Photograph: Sameer Al-Doumy/AFP/Getty Images
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O grupo Raise the Colours lançou a operação Overlord na costa nordeste da França, com ações de assédio a migrantes, busca de botes enterrados e detenção de ativistas por policiais franceses. A missão envolve dezenas de voluntários que prometem agir para impedir travessias. O objetivo declarado é pressionar autoridades para agir.

Vários relatos indicam que a operação envolve vigilância de praias e atuação direta em áreas de desembarque. Segundo organizações em defesa de migrantes, houve detenções por parte de forças de segurança francesas durante as ações, enquanto demais voluntários continuam na região.

Adversários da iniciativa afirmam que o movimento estimula intimid ação e xenofobia. Grupos franceses de apoio a migrantes registraram ocorrências e encaminharam queixas formais às autoridades para exigir respostas mais eficazes.

Mais de 5.500 voluntários teriam se oferecido para participar da intervenção na França, segundo a organização. A mobilização inclui materiais como coletes à prova de perfuração, lanternas potentes, câmeras térmicas, drones e rádios criptografados, conforme divulgação do grupo.

Repercussões e respostas

Autoridades britânicas e francesas indicaram reformas em curso para endurecer o enfrentamento aos contrabandistas. Um movimento anunciado prevê a criação de uma unidade em Dunkirk para acelerar processos contra contrabandistas.

O governo francês foi procurado para comentar. Representantes de organizações de migrantes destacam que as ações demonstram falhas na resposta oficial e pedem medidas mais eficazes para proteger pessoas que buscam atravessar o canal.

O Ministério do Interior da França informou que está avaliando o Doctrine marítima para melhorar a interceptação de pequenas embarcações. A criação da nova unidade em Dunkirk foi anunciada pelo governo britânico como parte de uma estratégia de combate ao tráfico.

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