O Brasil avançou na lista de liberdades de imprensa, segundo a RSF. O relatório aponta normalização das relações entre órgãos do Estado e a imprensa após o terceiro governo Lula, em comparação com o período de hostilidade sob Bolsonaro. Mesmo assim, o cenário permanece desafiador.
A RSF destaca violência estrutural, concentração de mídia e desinformação como entraves. Ao longo de dez anos, ao menos 30 jornalistas foram assassinados no Brasil, com casos ligados ao exercício da profissão em 2022, incluindo Dom Phillips.
Em 2025, a RSF registra aumento global de jornalistas assassinados, detenidos e desaparecidos. Gaza e México aparecem entre os casos mais graves, enquanto o Brasil ganha posição, mas continua com violência e prisões contra profissionais da imprensa. Globalmente, 67 jornalistas foram mortos desde dezembro de 2024 e 121 estão detidos na China.
Cenário no Brasil
O país permanece com avanços modestôs no ranking, mas ainda enfrenta violência contra jornalistas e prisões, refletindo uma mistura de pressões institucionais e discrição de determinadas partes do setor. A RSF ressalta que a proteção de profissionais segue como desafio central.
A organização cita que, nos últimos anos, a imprensa brasileira convive com efeitos da desinformação e com concentração de grandes grupos de mídia, aspectos que impactam o pluralismo e a qualidade do debate público. A RSF mantém alerta sobre riscos de retaliação a jornalistas.
Panorama global
A RSF aponta cenário global grave, impulsionado por guerras e pelo crime organizado. No mundo, 67 jornalistas foram mortos desde dezembro de 2024, com quase 80% das fatalidades associadas a forças armadas ou redes criminosas. Israel é citado como responsável por parte dos assassinatos na Faixa de Gaza.
O México aparece como o país mais perigoso para jornalistas na América Latina, com nove mortes em 2025. A China registra a maior prisão de jornalistas, com 121 detidos, em um total de 503 prisões no planeta. A RSF também contabiliza 135 jornalistas desaparecidos.
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