Os sindicatos estudantis franceses prometeram nesta sexta-feira (9) dar continuidade aos protestos após conquistarem o que chamaram de sua primeira vitória. A campanha conta com apoio cada vez maior das universidades de elite de Paris, e 141 instituições continuam fechadas em todo o país.
O governo se comprometeu, na noite de quinta-feira (8), a enviar cerca de 3 mil professores para preencher as vagas em aberto. Os docentes estão totalmente qualificados, mas ainda não começaram a trabalhar. Essa era uma das principais reivindicações dos manifestantes.
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A medida, que o governo chamou de “plano de emergência”, mostra que vale a pena os estudantes continuarem seus protestos, disse Marius Mesnil, de um sindicato de estudantes do ensino médio, à rádio Franceinfo.
“Acho uma loucura que precisemos bloquear centenas de escolas de ensino médio apenas para conseguir um plano de preenchimento de vagas”, acrescentou ele.
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O Ministério da Educação da França está entrando em contato com urgência com cerca de 3 mil professores substitutos que poderiam ser enviados às escolas com as necessidades mais urgentes, muitas vezes localizadas em áreas de baixa renda, disse o ministro da Educação, Edouard Geffray.
Em visita a uma escola da região de Paris depredada nas manifestações, ele afirmou que mais de 100 profissionais da educação já ficaram feridos nos protestos pelo país.
Os atos se transformaram em um movimento mais amplo, com um número crescente de estudantes universitários nas ruas para expressar sua indignação com o que chamam de um sistema disfuncional. Segundo eles, a situação foi agravada pelos cortes de gastos provocados pela crise orçamentária da França.
Sindicatos de estudantes e professores convocaram mais uma rodada de greves escolares em todo o país para a próxima terça-feira (13).
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Protestos na Bélgica
O movimento francês inspirou protestos estudantis semelhantes na Bélgica, que ganharam força nesta sexta-feira (9) com uma greve nacional. Em Bruxelas, centenas de jovens entraram em confronto com a polícia, que reagiu aos atos de vandalismo com jatos de água e gás lacrimogêneo.
Segundo a polícia, cerca de 30 mil pessoas participaram do dia nacional de mobilização contra as medidas de austeridade do governo belga, em um clima de forte tensão.
Há dias, alunos do ensino médio da comunidade francófona do país protestam contra os cortes no orçamento da educação. O primeiro-ministro belga pretende cortar até € 10 bilhões (R$ 56 bilhões) nos próximos anos para reduzir o elevado déficit do país.
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De acordo com a polícia, a principal marcha sindical no centro da cidade foi pacífica, mas “grupos de arruaceiros foram responsáveis por graves incidentes antes e depois da marcha”. Os agentes disseram ter recorrido aos canhões de água e ao gás após serem atacados com paus, garrafas, paralelepípedos e artefatos incendiários.
Nas ruas ao redor da Gare du Midi, principal estação de trem de Bruxelas, grupos de jovens incendiaram contêineres e destruíram pontos de ônibus. Equipes da AFP viram manifestantes desafiando os policiais entre nuvens de gás lacrimogêneo, mas não presenciaram combates diretos entre os dois lados.
A polícia ressaltou que a violência desta sexta não refletiu “os objetivos ou a conduta do protesto”. Segundo balanço provisório das autoridades, cerca de 20 pessoas foram detidas, a maioria menores de idade.
*Com informações da Reuters e da AFP.
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