A Câmara dos Comuns britânica criticou a estratégia de segurança nacional dos EUA, apresentada na semana passada, por sinalizar intervenção em democracias europeias e usar linguagem que lembra retórica extremista dos anos 1930. O debate ocorreu nesta quinta-feira em Westminster.
Autoridades britânicas destacaram a importância de manter o Reino Unido como aliado sólido, sem Concordar com a narrativa de erasure civilizacional proposta pelo documento americano. A defesa europeia e o papel do UK na coalizão foram temas centrais.
Parlamentares da oposição alertaram que a estratégia pode colocar a Grã-Bretanha em posição vulnerável frente a mudanças políticas na Europa, além de dificultar a cooperação em defesa. A discussão envolve cooperação com mais de 30 nações.
Seema Malhotra, deputada do Foreign Office, insistiu que o Reino Unido continua sendo aliado confiável dos EUA e que algumas mensagens do documento refletem valores britânicos, como liberdade e segurança. Ela defendeu multiculturalismo.
Líderes do Lib Dem criticaram o texto, acusando-o de racismo institucional e de favorecer retórica extremista. Os parlamentares pediram condenação de trechos que sugerem interferência em eleições europeias e promessas de alinhamento com políticas autoritárias.
Entre os defensores da cooperação, integrantes do laborismo defenderam maior integração de defesa com a Europa para enfrentar desafios comuns, incluindo a defesa de Ucrânia. A posição anglófila foi citada como elemento de estabilidade regional.
Em entrevista ao Politico, o ex-presidente Donald Trump repetiu críticas à imigração europeia e indicou que mudanças de políticas de fronteira são essenciais para a viabilidade dos países europeus. A declaração reacendeu o debate no Parlamento britânico.
Reações na Câmara
- Parlamentares de diferentes siglas destacaram a necessidade de manter clareza entre os interesses britânicos e as ações de aliados.
- A ênfase ficou na defesa europeia, na soberania nacional e no respeito aos processos democráticos sem ingerência externa.
- O governo britânico disse que preserva autonomia de decisões e cooperação com aliados, sem endossar toda a linha traçada pelos EUA.
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