O governo dos EUA interceptou um navio-tanque pertencente a uma suposta “dark fleet” offshores da Venezuela, em ação apresentada como parte de uma operação policial marítima. A medida também envolveu sanções ao navio, alvo de investigações sobre vínculos com redes de contrabando de petróleo.
O governo venezuelano classificou a ação como furto internacional e pirataria, prometendo defender sua soberania e recursos naturais. Maduro pediu mobilização de apoiadores para enfrentar o que chamou de ofensiva do Norte, enquanto acenou com firmeza na defesa de recursos estratégicos.
No âmbito internacional, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, manteve contato com Maduro para reafirmar apoio à gestão venezuelana e ampliar cooperação econômica e energética, incluindo projetos offshore no Caribe. Maduro também recebeu mensagens de desagravo de aliados regionais, que discutem transição política e amnistia.
A oposição e líderes de esquerda latino-americanos reagiram de formas distintas. A presidente colombiana de esquerda, Petro, afirmou que é hora de uma amnistia geral e de um governo de transição, sem invasões estrangeiras. A defesa de Maduro assegura que sanções não impedem a soberania venezuelana.
Petro, em Oslo para agradecer o Nobel da Paz, repetiu a ideia de inclusão de todos na transição na região, destacando posições de asilo como uma instituição latino-americana. Aguardam-se desdobramentos sobre como a transição poderá ocorrer e quais medidas de cooperação regional serão adotadas.
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