O governo dos Estados Unidos confirmou a apreensão de um petroleiro venezuelano, prática considerada inédita na atual crise entre Caracas e Washington. A operação envolve navios de guerra e aeronaves de combate, segundo anúncios oficiais americanos feitos nesta semana.
Nicolás Maduro classificou o ato como pirataria naval criminosa e denunciou o suposto sequestro de tripulantes. O presidente venezuelano afirmou que o navio transportava cerca de 1,9 milhão de barris de petróleo venezuelano e que os tripulantes estariam mantidos em custódia.
Segundo registros de rastreamento, o navio transportava menos petróleo do que o alegado por Maduro, com estimativas entre 1,1 milhão e 1,9 milhão de barris. As informações sobre a localização apontam para uma região ao norte de Trinidad e Tobago, rumo às ilhas de Granada.
De acordo com fontes da imprensa internacional, o cargueiro seguia possivelmente para Cuba para entregar o petróleo. Maduro afirmou ter instruído autoridades a tomar medidas legais e diplomáticas para assegurar o livre comércio do petróleo venezuelano.
Historicamente, a Venezuela está sujeita a embargo dos EUA desde 2019, que restringe exportações de petróleo. A operação atual intensifica tensões já elevadas entre os dois países e alimenta acusações de uso político da força militar.
O governo venezuelano reiterou que manterá seus navios sob proteção para garantir o fluxo de petróleo ao mercado mundial. Caracas sustenta que a produção petrolífera segue sendo negociada em mercados internacionais, apesar do embargo.
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