O Senado mexicano aprovou a elevação das tarifas de importação sobre 1.463 códigos, incluindo China e Brasil, encerrando o ciclo legislativo do projeto. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue para publicação e entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. O objetivo é fortalecer a indústria mexicana, ampliar conteúdo nacional e reduzir dependência de importações.
A votação ocorreu em sessão que levou a noite, com 76 votos a favor e cinco contrários. Outros países afetados incluem Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan. As tarifas ficaram majoritariamente entre 20% e 35%, com alguns casos mantendo a taxa original.
Foi apontada pressa no processo como motivo de críticas, acrescida da preocupação com impactos inflacionários. Alegações de que o governo cedeu à pressão dos EUA também foram apresentadas por opositores. O governo afirma que a reforma busca fortalecer o setor produtivo e gerar empregos.
Detalhes da medida
A lista afeta setores como automotivo, têxtil, vestuário, plásticos, eletrodomésticos e calçados. A proposta inicial previa tarifas de até 50%, mas a maioria foi ajustada para 20% ou 35%. Abstenções de 35 senadores foram citadas como reflexo de avaliação incompleta.
Contexto internacional
A China avaliou retaliação caso haja coerção às exportações. O governo mexicano propôs a criação de um grupo de trabalho com Pequim para discutir o tema. Nos EUA, há pressão para renegociação do T-MEC, com o tema influenciando o debate político e comercial entre os dois países.
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