Conflito fronteiriço entre Tailândia e Camboja vive novo estágio após anúncio de cessar fogo. Líderes dos dois países aceitaram retomar o acordo de paz vigente, com mediação do primeiro-ministro malaio Anwar Ibrahim. A decisão foi comunicada por meio de uma postagem de Donald Trump após ligações com Anutin Charnvirakul e Hun Manet. O cessar tiros passa a valer nesta noite.
Segundo informações, o cessar fogo busca retornar ao pacto original, firmado com apoio dos EUA e da Malásia, em meio a pressões comerciais e estratégicas. A redefinição do acordo ocorreu após dias de confrontos que elevaram o risco de a trégua ruir. O anúncio foi feito após discussões entre as lideranças.
Na prática, a trégua é apresentada como retorno ao pacto anterior, mas o conteúdo exato do acordo não foi detalhado neste comunicado. O objetivo é interromper ataques aéreos tailandeses e disparos de foguetes cambojanos, segundo fontes oficiais.
Conforme relatos, ataques aéreos tailandeses atingiram alvos militares em território vizinho, enquanto Camboja utilizou lançadores BM-21 com alcance estimado entre 30 e 40 km. Movimentações militares têm aumentado a pressão sobre residentes próximos à fronteira.
A defesa tailandesa informou que danos a residências ocorreram próximo à linha de fronteira, com relatos de vitórias táticas sobre posições adversárias. Também houve de forma controversa a destruição de uma estrutura elevada vinculada ao templo Preah Vihear, alegando uso de dispositivos de comando.
A imprensa pública tailandesa aponta que parte das baixas militares ocorreu por fragmentação de foguetes disparados por veículos de cambojanos. Até o momento, não houve confirmação oficial de números adicionais de vítimas além dos relatos citados.
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