O USMCA iniciou sua revisão formal após seis anos de vigência, com consultas entre EUA, México e Canadá para decidir manter, ajustar ou abrir mão do acordo. O processo tem conclusão prevista para julho de 2026 e busca reduzir incertezas comerciais na região.
Entre os sinais emitidos pelos EUA, as cadeias de suprimentos e a proteção de empregos aparecem como temas centrais, enquanto Washington avalia cenários que vão desde a renegociação até a saída total do acordo.
Na prática, a avaliação acontece em meio a tensões políticas e econômicas, com parceiros da região buscando garantias de continuidade e previsibilidade para negócios transfronteiriços.
Reunião de alto nível durante o sorteio da Copa
Na última sexta, Donald Trump se reuniu com a mexicana Claudia Sheinbaum e o canadense Mark Carney, à margem do sorteio da Copa do Mundo de 2026, em Washington. O encontro ocorreu sem declaração imediata da Casa Branca.
Após o encontro, Carney indicou que os três líderes concordaram em trabalhar pela renovação do USMCA, enquanto a Casa Branca não comentou oficialmente sobre o tema. A conversa ocorreu em um momento de incerteza sobre o futuro do acordo.
Repercussões e próximos passos
A sinalização mista dos EUA preocupa Canadá e México, pois a conclusão bem-sucedida da revisão pode encerrar dúvidas sobre possíveis tarifas. Pesquisadores e representantes comerciais destacam a importância estratégica do acordo para a região.
Canadá planeja uma missão comercial ao México em fevereiro, com participação de líderes empresariais para identificar oportunidades em setores como infraestrutura, minerais críticos e agroindústria. A delegação representa uma das maiores missões desse tipo já promovidas pelos canadenses.
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