Anutin Charnvirakul dissolveu o Parlamento da Tailândia, abrindo caminho para eleições antecipadas entre 45 e 60 dias. A medida, aprovada pelo rei Maha Vajiralongkorn, ocorre 96 dias após Anutin assumir o governo. O país vive tensão política e militar.
O anúncio ocorreu em meio à escalada de confrontos na fronteira com Camboja, que já deixou mortos, feridos e deslocados em centenas de milhares. O governo tailandês afirmou que a dissolução não interromperá as operações militares na região.
Trump afirmou que atuará como mediador entre Bangkok e Phnom Penh, em meio a tentativas de reverter a violência. O republicano destacou uma suposta trégua de julho, ainda frágil diante da atual escalada. O Itamaraty não comentou o tema.
Tensão na fronteira e cenário político
Anutin, líder do Bhumjaithai, justificou a dissolução como forma de devolver o poder ao povo e superar o bloqueio institucional. O governo anterior enfrentava impasse com o Partido do Povo, que exige reformas constitucionais para limitar o poder militar e do Senado.
A crise decorre de uma sequência de instabilidades que já marcaram o cenário político tailandês, com governos anteriores derrubados, reformas constitucionais em disputa e relações entre elites, militares e forças reformistas. A eleição deverá ocorrer sob esse condicionante.
A Tailândia, segunda maior economia do Sudeste Asiático, enfrenta economia fraca, consumo lento, tarifas, endividamento familiar elevado e turismo ainda fragilizado. Inundações no sul também contribuíram para o descontentamento público, com dezenas de mortos.
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