Neste sábado, o Camboja fechou as passagens de fronteira com a Tailândia após divergências sobre um suposto cessar-fogo. A medida ocorreu enquanto Washington contestava a afirmação de que houve acordo para encerrar os confrontos.
A violência na fronteira entre Camboja e Tailândia, que já envolve dezenas de ocorrências ao longo de 800 quilômetros, provocou deslocamentos de cerca de meio milhão de pessoas e deixou mortos em diferentes dias desta semana. O ministro do Interior cambojano anunciou a suspensão de todos os movimentos de entrada e saída em todas as passagens.
O episódio desta semana incluiu relatos de ataques a civis, com a Força Aérea tailandesa afirmando ter destruído pontes cambojanas usadas para transportar armas. Soldados de ambos os lados registraram ferimentos, e houve denúncias de minas na região fronteiriça.
Desdobramentos e reações
O premiê tailandês, Anutin Charnvirakul, afirmou que não houve confirmação de um cessar-fogo na conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira. Trump, por sua vez, elogiou a conversa com Anutin e Hun Manet e disse ter havido acordo para cessar disparos e retornar ao acordo de paz vigente.
O governo cambojano, por meio do ministro do Interior, sustentou que houve agravamento dos ataques das forças tailandesas contra infraestrutura e civis. Países da região, como Malásia, pediram a suspensão de hostilidades para evitar novas perdas.
Relatos de deslocados mostram famílias buscando abrigo temporário, com depoimentos que variam entre ceticismo sobre um novo acordo e desejo de fim imediato da violência. Em público, autoridades de ambas as nações reiteraram prioridade pela resolução pacífica.
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