No dia anterior ao segundo turno das eleições presidenciais no Chile, pesquisas apontavam vantagem para o candidato da ultradireita, José Kast, em relação à comunista Jeannette Jara, apoiada por Gabriel Boric. O pleito ocorre em 14 de dezembro, com foco em segurança pública e imigração.
A disputa envolve duas figuras com passados diferentes: Kast, fundador do Partido Republicano, e Jara, ex-ministra ligada ao Partido Comunista. No primeiro turno, cada um somou cerca de 25% dos votos, com leve vantagem para Jara. A expectativa é de migração de votos da direita.
Observadores destacam que parte dos eleitores dos candidatos de direita pode migrar para Kast, elevando as chances de ultrapassar 50% e selar a vitória na segunda rodada. Debates recentes geraram tensão adicional na campanha de Kast.
Análise e cenários
Especialistas consideram provável movimento de ambos os candidatos ao centro, para evitar radicalizações. A composição do Parlamento é citada como fator relevante para moderar propostas de qualquer campeão. A dúvida é se o centro é real ou apenas estratégico.
Para alguns, a vitória de Jara representaria a continuação do governo atual, de esquerda moderada. Já a vitória de Kast seria vista como mudança disruptiva, com foco no endurecimento do Estado e em combate à criminalidade e à imigração.
Apoios e riscos também são discutidos por analistas. Um eventual vitorioso precisaria responder rapidamente a demandas por segurança, economia e desenvolvimento. A percepção pública sobre insegurança pode influenciar decisões de voto até o dia da eleição.
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