O presidente Donald Trump assinou um decreto nesta segunda-feira (15) classificando o fentanil como arma de destruição em massa. A medida foi anunciada durante um evento no Salão Oval, após uma cerimônia de entrega de medalhas a militares envolvidos em ações de vigilância na fronteira com o México. A fala ocorreu enquanto Trump sinalizava novos ataques de terra contra cartéis.
Segundo o decreto, a classificação amplia o arcabouço para ações militares no Caribe contra embarcações ligadas ao narcotráfico. Juristas que assessoram o Ministério da Justiça e o Pentágono destacaram que a medida pode autorizar operações terrestres contra alvos considerados cartéis. O governo norte-americano já tinha utilizado operações similares no exterior.
A gastron de alerta é o impacto do fentanil na saúde pública dos EUA. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças indicam que cerca de 48 mil mortes ocorreram por fentanil no ano anterior, parte de aproximadamente 80 mil óbitos por overdoses no período. Especialistas apontam que o fentanil é majoritariamente produzido no México, com insumos da China.
Desde setembro, Estados Unidos realizou cerca de 20 ataques a navios no Mar do Caribe e no Pacífico, com saldo de 87 mortos. O governo afirma ter identificado os tripulantes como narcotraficantes, embora haja questionamentos sobre a veracidade de informações de campo. A partir de agora, o governo sinaliza possibilidade de ações em terra.
A oposição no Congresso, entre democratas e alguns republicanos, cobra transparência sobre os efeitos dessas ações. Analistas jurídicos discutem se as operações podem frisar limites legais internacionais e configurações de crimes de guerra, ainda sem definições conclusivas.
Especialistas ressaltam que o debate envolve o papel do México e de outros países na produção de fentanil, além da vigilância na fronteira. A Administração mantém o foco em endurecimento da política antidrogas, com uma visão de dissuasão integrada a ações militares externas.
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