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Rússia realizou 145 ações de sabotagem na Europa desde 2022

Incidentes incluem explosivos, incêndios e interferência em GPS

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Desde 2022, autoridades investigam uma campanha de sabotagem atribuída à Rússia, que teriasitores clandestinos e ações indiretas. A contagem de episódios já ultrapassa 145 casos, segundo levantamento da Associated Press. Moscou nega envolvimento.

Os ataques se intensificaram após a fase de apoio da Europa à Ucrânia. Entre as ações está o posicionamento de explosivos em trilhos ferroviários na Polônia, na rota Varsóvia–Lublin, segundo autoridades locais. O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o episódio como sabotagem.

Casos de incêndos criminosa surgiram em Londres e na Estônia. Em Tallinn, um supermercado e um restaurante ucraniano foram atacados por incêndio criminial, movidos por um cidadão moldavo sem histórico no país. Em Londres, galpão que armazenava ajuda humanitária foi incendiado.

Pacotes suspeitos em operações de carga aérea também aparecem no conjunto de acusações. Em Birmingham, centro logístico da DHL passou por incêndio após o suposto acionamento de agentes russos; um caso semelhante ocorreu em Leipzig, na Alemanha. Em ambos, não houve feridos graves.

Interferências em sistemas de navegação aeronáutica também aparecem na análise. Relatos indicam ataques a sinais de GPS que atingiram companhias como Ryanair, Wizz Air, British Airways, EasyJet, TUI e Jet2. Entre agosto de 2023 e março de 2024, dezenas de voos enfrentaram problemas.

Especialistas consultados destacam que esse tipo de operação pode evoluir para ataques de maior escala. Keir Giles, da Chatham House, aponta que civis podem ficar expostos a riscos maiores, sob a modalidade de “guerra oculta”. Observa que, no passado, Moscou já apoiou ataques em outros países europeus.

O conjunto de ações é visto como uma estratégia de pressão para dificultar o apoio ocidental à Ucrânia. Autoridades de segurança europeias afirmam manter vigilância constante, com operações em múltiplos países para conter novas ocorrências.

Panorama atual

  • A Rússia nega participação em todos os ataques atribuídos.
  • Países avaliados incluem Polônia, Reino Unido, Estônia e Alemanha, entre outros.
  • As investigações enfatizam a necessidade de coordenação entre serviços de segurança e companhias de infraestrutura crítica.
  • As autoridades reforçam que voos permanecem seguros, conforme protocolos de segurança em vigor.

As informações provêm de investigações de veículos de imprensa e autoridades, sem divulgação de dados confidenciais. As fontes destacam que as ocorrências reforçam a importância de monitoramento contínuo para evitar ataques futuros.

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