O Mercosul divulgou sua declaração final após a 67ª reunião de cúpula, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, neste sábado. O documento expressa desapontamento com o atraso da União Europeia na assinatura do Acordo de Parceria com o bloco. A decisão causa incertezas sobre a conclusão do tratado.
A ata foi assinada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil; Javier Milei, da Argentina; Santiago Peña, do Paraguai; e Yamandú Orsi, do Uruguai. A Bolívia participou por meio de seu chanceler, representando a posição do país no grupo.
Segundo o texto, o atraso decorre da falta de consenso político nas instâncias da União Europeia. O Mercosul afirma que o acordo foi fruto de 26 anos de negociações e que sua assinatura sinalizaria forte integração econômica em um cenário global volátil.
Desapontamento e próximos passos
O comunicado cita o objetivo de avançar com o processo, mantendo a expectativa de formalizar o tratado até a conclusão das formalidades na UE, o que está previsto para janeiro. Os líderes ressaltam que o acordo pode fortalecer a cooperação entre os blocos.
Durante a transição da presidência do Mercosul para o Paraguai, Lula criticou a postura europeia, afirmando que faltou coragem política para finalizar a assinatura. O bloco já havia indicado que não aceitaria prorrogações indefinidas.
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