A França investiga as mortes de dois homens em Paris em meio à onda de violência que tomou a capital durante os protestos. Os casos ocorreram no sábado (17) e na madrugada de segunda-feira (19) e estão sendo apurados pela Promotoria e pela polícia, que informou não haver suspeita de envolvimento de terceiros até o momento.
Nesta terça-feira (20), a Polícia de Paris renovou o toque de recolher noturno na Praça da República e em Les Halles, onde ocorreram as mortes. É a segunda noite seguida com a medida em vigor.
A França enfrentou no fim de semana um dos episódios mais graves de violência urbana dos últimos anos, durante grandes manifestações contra o aumento do custo de vida realizadas no sábado.
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O primeiro homem, de 59 anos, foi encontrado desacordado em uma rua perto da Praça da República, um dos principais focos dos confrontos, no sábado. Segundo a Promotoria, ele teve um “provável desmaio”. Por causa da falta de segurança na região, foi levado a um posto de atendimento, onde morreu mesmo após receber cuidados.
O segundo, de 48 anos, morreu na madrugada de segunda-feira depois de passar mal em uma rua de Les Halles, bairro comercial da cidade.
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Na segunda-feira, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse que, por um “milagre”, ninguém havia morrido durante os episódios de violência.
Toque de recolher
A Praça da República e a região de Les Halles estão entre as áreas que tiveram toque de recolher noturno na segunda-feira, medida adotada para conter novos episódios de violência e saques. Segundo as autoridades, a restrição ajudou a restabelecer a calma na cidade.
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A Polícia de Paris determinou um novo toque de recolher nas duas regiões para esta terça-feira (20), das 23h às 6h de quarta-feira, no horário local.
A corporação também proibiu reuniões públicas a partir das 20h em Les Halles e nas proximidades do palácio presidencial, da Assembleia Nacional, do Senado, da avenida Champs-Élysées, da Praça Vendôme, onde se concentram joalherias, e de estações de trem.
Plataformas contra a venda de itens saqueados
Sites de revenda como Vinted, Amazon, eBay e Leboncoin, além de Meta e TikTok, se comprometeram a ajudar as autoridades francesas a identificar e denunciar produtos roubados nos saques do fim de semana, quando mais de 3 mil lojas foram depredadas no país. O acordo foi anunciado nesta terça pelo governo, após reunião com as empresas na segunda-feira.
Entre os compromissos, as plataformas devem reforçar a moderação para detectar anúncios suspeitos, como os de preços muito abaixo do mercado ou de produtos novos com dispositivos antifurto, e repassar aos investigadores dados que ajudem a identificar receptadores. Elas também terão de avisar os consumidores de que comprar produtos roubados é crime e enviar ao governo balanços periódicos das ações, com o primeiro previsto para até 48 horas.
*Com informações da AFP
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