O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou em aberto a possibilidade de conflitos militares na Venezuela. O chanceler Marco Rubio afirmou que nada impedirá o país de aplicar o bloqueio a petroleiros sancionados no Caribe.
Trump foi questionado pela NBC News sobre a chance de uma guerra; ele respondeu que não descarta. Não houve confirmação sobre planos para derrubar o governo de Nicolás Maduro, conforme o presidente comentou não revelar intenções.
Rubio destacou que o governo americano não pretende fazer concessões ao regime venezuelano. Afirmou ainda que a coalizão sancionadora continuará a agir contra o narcotráfico e grupos associados ao governo.
Sanções e ações no Caribe
O Tesouro dos EUA anunciou novas sanções que atingem familiares de Maduro, incluindo um sobrinho envolvido em acusações de narcotráfico no passado. As medidas reforçam a pressão sobre o regime.
As forças americanas já conduzem ataques a embarcações vinculadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental desde setembro, com várias mortes registradas. O objetivo é interromper rotas de drogas.
Brasil e México oferecendo-se como mediadores foram reconhecidos por Rubio, que destacou disposição de conversar com diferentes atores regionais. A atuação busca evitar escaladas sem solução diplomática.
Cenário internacional e próximos passos
Washington manteve o argumento de que Maduro é ilegitimo e que sua cooperação com grupos criminosos representa ameaça à segurança nacional. O governo americano não detalha próximos passos, mantendo estratégia de pressão econômica e militar.
Rússia e China mantêm apoio a Maduro, enquanto o diálogo com o governo venezuelano permanece não confirmado. Trump já conversou por telefone com Maduro, mas o conteúdo da comunicação não foi divulgado.
A crise entre EUA e Venezuela segue tensa, sem indicação de resolução rápida. A cooperação regional e possíveis novas sanções continuam em avaliação pelas autoridades norte-americanas.
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